O FIM DE UM CICLO
JM pára - e continua

Clique e ouça a canção da despedida

Após quase quatro décadas de atuação jornalística, Jomar Morais pendurou as "chuteiras". Desde o dia 2 de junho, quando deixou o cargo de editor na revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, JM tornou-se mais um brasileiro aposentado pelo INSS. O benefício social lhe fora concedido 20 dias antes. 

A aposentadoria encerra a produção jornalística regular em redações da grande imprensa, mas não conduz JM à inatividade. O jornalista promete continuar e ampliar os seus trabalhos voluntários na área da divulgação de valores éticos e espirituais, principalmente através de palestras e contatos com pessoas, além do jornalismo de Internet focado em valores. E, passado um período de descanso - que inclui um roteiro pelo Canadá e os EUA -, poderá eventualmente escrever alguns textos para a imprensa convencional. 

Há convites de duas revistas nacionais nesse sentido. JM, porém, tem como prioridade pós-relax escrever dois livros: o primeiro, a ser editado pelo Sapiens, em Natal, e o segundo em negociação com uma grande editora brasileira. 

O caminho de JM

Jomar Morais iniciou no jornalismo em 1967, aos 14 anos de idade, como repórter do semanário "A Ordem", em Natal. Nesse mesmo ano, com o fechamento do jornal, tornou-se repórter do diário "Correio do Povo", na mesma cidade, passando depois às redações da "Tribuna do Norte" e do "Diário de Natal". Em 1976, aos 23 anos de idade, transferiu-se para São Paulo, como aluno do mestrado em Ciências da Comunicação da USP, mas ainda naquele ano retomaria o jornalismo, como redator da empresa de comunicação Proal. 

Um ano depois JM já integrava o quadro de redatores do "Jornal da Tarde" e, em seguida, o cargo de redator da primeira página de "O Estado de S. Paulo". Em 1979, trabalhou pela primeira vez, como repórter, na redação da revista "Veja", à qual retornaria em outras duas ocasiões como editor assistente e subeditor de política. Foi repórter especial e colunista político da "Folha de S. Paulo", atuando em São Paulo e Brasília, editor político do "Jornal do Brasil" no Rio de Janeiro, editor político da revista "Istoé" e coordenador de projetos especiais da revista "Exame". 

Em 1997 voltou a residir em Natal e atuou como correspondente da "Exame" no Nordeste. Ainda na Abril, a partir do ano 2000 foi editor especial da "Superinteressante" e editor da "Viagem e Turismo", cargos que exerceu a partir de Natal, por meio da Internet e com mobilidade nacional e internacional.

Pioneirismo digital

Em 1995, Jomar Morais publicou a primeira coluna jornalística na novíssima Internet brasileira. A iniciativa seria depois tema de reportagem da revista "Imprensa".

JM lecionou Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e na UnP de Natal. Foi assessor de imprensa e professor da UFRN.

O valor de um amigo

Na última etapa de sua passagem pelos maiores de veículos de comunicação, Jomar Morais destaca um nome entre os que apoiaram o seu trabalho: Paulo Nogueira, então diretor superintendente da Unidade de Tecnologia e Turismo da Editora Abril. Nogueira, um dos principais nomes do jornalismo brasileiro (foto à direita), inovou ao patrocinar a atuação de JM como editor da revista   "Superinteressante" através da Internet. O jornalista já havia se transferido para Natal. JM  foi ainda editor especial do Núcleo de Tecnologia e Turismo da Abril e da revista "Viagem e Turismo" mantendo sua base de trabalho no Nordeste.

Em janeiro passado, Paulo Nogueira assumiu o cargo de diretor editorial da Editora Globo, empresa das organizações Globo que publica revistas e livros. Desde então, vem promovendo a reforma editorial de todas as publicações da Globo, lideradas pela revista "Época", a segunda maior do país.

 


ÚLTIMO DIA NA VT: a partir da esq., a editora Cindy Wilk, a redatora-chefe Gabriela Aguerre, Jomar Morais, o diretor do Núcleo de Turismo da Abril, Caco de Paula, e o diretor de Redação da VT e do Guia Quatro Rodas, Kiko Nogueira


CARINHO: na edição de julho, que trouxe a reportagem de 
JM na Índia, a carta de Kiko
Nogueira, abaixo em destaque

AAA

Mensagem de JM aos companheiros da Abril

"Quando era jovem, a corrente que me arrastava corria
forte e rápida. A brisa da primavera derrotava-se a si mesma,
as árvores ardiam em flores e os pássaros
não dormiam, cantando sem cessar. (...)
Agora que a maré da juventude baixou e permaneci na praia,
posso ouvir a profunda música de todas as coisas,
e o céu abre para mim seu coração cheio de estrelas"

R. Tagore

Caro colega,

informo que, nesta data, desliguei-me da Editora Abril e encerrei, aos 53 anos de idade, minha trajetória de 39 anos no jornalismo. A partir de agora, sou um feliz aposentado do INSS... (podem rir).

Gostaria de abraçar a cada companheiro dessa jornada de alegrias e tanto aprendizado. Na impossibilidade física de satisfazer tal desejo, recorro à tecnologia para dizer-lhes: obrigado.

Olho para trás e só vejo amigos. Que seria eu sem eles - sem vocês! - que, a cada passo no caminho, de alguma forma ajudaram-me com reconhecimento, simpatia, presença - amizade!. Devo-lhes gratidão eterna.

Sou grato, principalmente, aos companheiros da Abril, o melhor capítulo de minha história profissional. E como não posso citar cada um nesta curta mensagem de despedida, peço-lhes permissão para simbolizá-los em nomes especiais na minha trajetória abriliana: Paulo Nogueira, José Roberto Guzzo, Élio Gaspari, Kiko Nogueira e Caco de Paula.

Desejo-lhes, de coração, a continuidade do sucesso na missão  que cumprem com talento e caráter. Estarei na platéia, deleitando-me e aplaudindo. Outras tarefas em atividades voluntárias me aguardam. Como amigo, estou à disposição de todos através do email jomar.morais@interjato.com.br

Grande abraço, 

Jomar Morais

 

Aos mestres, com carinho

Não há obra solitária. Em qualquer instância da vida dependemos da colaboração de outros seres e da natureza para realizar o que quer que seja. É a lei da fraternidade e da complementaridade universal, marca divina na criação. Em minha jornada profissional não foi diferente. Encontrei mestres e amigos em toda parte, sempre prontos para guiar, apoiar e a abrir portas que me levaram a estágios mais altos. Abaixo, cito os nomes daqueles que, em algum momento, estiveram mais próximos a mim e os cargos que ocupavam à época em que me beneficiaram. Alguns já faleceram. A todos minha gratidão e meu afeto.

Tarcísio Monte - secret. de Redação de A Ordem
Geraldo Queiróz - jornalista e político
Antônio Melo - repórter do Diário de Natal
Agnelo Alves - editor-chefe da Tribuna do Norte
Francisco  Macedo - diagramador da Tribuna do Norte
Jota Epifânio - colunista social / Tribuna do Norte
Cassiano Arruda Câmara - editor-chefe do Diário de Natal
Djair Dantas - chefe de reportagem do Diário de Natal
Alexis Gurgel - chefe de reportagem do Diário de Natal
Jorge Batista - repórter do Diário de Natal
Marcos Sá Correia - editor de A República
Everaldo Gomes - assessor da Fiern
Carlos Rios - assessor de imprensa da UFRN
Domingos G. de Lima - reitor da UFRN

Gaudêncio Torquato
- professor da ECA/USP
Manoel Chaparro - diretor da Proal 

Francisco de Assis Barbosa
- editor de Economia de O Estado de S. Paulo

Miguel Jorge - editor-chefe de O Estado de S.Paulo
Gabriel Manzano Filho - secretário de Redação de O  Estado de S. Paulo
Mário Lúcio Marinho - editor de Cidade do JT

Augusto Nunes -
editor de Brasil da revista Veja
Élio Gaspari - diretor-adjunto da Veja
José Roberto Guzzo - diretor de Redação da Veja

Otom
- secretário da Folha de S. Paulo
João Russo - editor político da Folha de S. Paulo
Bóris Casoy - diretor de Redação da Folha de S. Paulo
Otávio Frias - presidente da Folha de S. Paulo
Otávio Frias Filho - diretor de Redação da Folha de S. Paulo
Caio Túlio - secretário da Folha de S. Paulo
Gilberto Dimenstein - diretor da Folha de S. Paulo em Brasília
Ademir Malavazzi - diretor da Folha de S. Paulo em Brasília
Adilson Laranjeira - chefe de reportagem da Agência Folhas

Jorge Escosteguy
- chefe de Redação da revista Istoé
Hélio Belik - aluno de jornalismo na USP

Natal Tomaz - corretor de anúncios
Hugo Studart - repórter do Jornal do Brasil

Paulo Nogueira
- redator-chefe da Exame
Antônio Machado - diretor de Redação da Exame
Clayton Netz - redator-chefe da Exame
Kiko Nogueira - redator-chefe da Viagem e Turismo
Caco de Paula - diretor do Núcleo de Turismo da Editora Abril
Cristina Catussatto - coordenadora administrativa Núcelo de Turismo Abril

Carlos de Paula - empresário da Educação

Equipes - companheiros da área de apoio, como os revisores da Veja  e os linotipistas da Tribuna do Norte, que me contemplaram com simpatia e ajuda.
Anônimos - todos os companheiros que me apoiaram sem que eu percebesse
Os esquecidos - é possível que eu não recorde de um ou outro companheiro que me auxiliou. O esquecimento involuntário, no entanto, não ofusca o brilho da generosidade desses  meus benfeitores.