| Música Popular Brasileira
Francis Hime |
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À Meia Luz
Quando eu te disser
No quarto desse hotel
Que foi nos braços dela
À luz da mesma vela
Que eu comecei a ser
O que, desesperada em vão
Tanto buscavas
Eu sei não vais gostar
De me ouvir
Teus olhos vão gelar
Teus gestos vão fugir
E o teu corpo moreno
Se encolhendo, esmorecendo
E tudo vai girar, gritar
Ficar nos torturando
E a dor que nos abraça
E o zumbido na vidraça
É tudo o que nos marca
Nos morde, nos assina
Mas se eu te falo dela
Sem nos poupar
É que ela fez de mim
O homem que te quer
E faz de ti, mulher
Sem Mais Adeus
Vim cheio de saudade
Cheio de coisas lindas pra dizer
Vim porque sentia
Que nada existia fora de você
Nem a poesia, amor,
Na sua ausência quis me receber
Vim banhado em pranto
Eu te amo tanto, vem
Vem aos braços meus
Sem mais adeus, oh vem
Ave Maria
Ave Maria, tua graça,
Oh Maria, tão bonita,
Tão sereno, teu sorriso
Oh Maria, teu sorrir
É mais que tudo
Amor ausente,
Tão distante,
És tanta coisa que não é
Mas que vai ser,
Ave Maria
Me perdoa este amor
Que é o meu amor
Amor profano
Amor que traz
À nossa hora
Amor que vem
Tão cedo vai
Ave Maria
Vem sem medo de pecar
Que sem amar
A pedra é fria
A carne é triste
Por morrer
Ave Maria, ave amor
Valsa Rancho
Valsa, rancha
Me faz esquecer
Esperar
Por mil lágrimas
Mil lágrimas
Mil lágrimas
Valsa, rancha
Me faz responder
Transbordar
Em mil lágrimas
Mil lágrimas
Mil lágrimas
Mil abraços
Mil fracassos
Meu delírio
Teus pedaços
Teu calor
Seja feito
Teu desejo
Seja um beijo
Seja como for
Quantos braços
Mil regaços
Mil e um noites
Faz um outra vez
Como se ainda fosse
Como é doce
Como você fez
Me valsa
Me rancha
Me faz
Me deixa
Que criança
Que esperança
Que prazer
Que saudade
Que maldade
Piedade
Que fartura
Que loucura
Que cruel tortura
Nos carinhos teus
Minha santa criatura
Diz que jura
Pela mãe de Deus
Valsa, rancha
Me faz desfazer
Descansar
De mil lágrimas
Mil lágrimas
Mil lágrimas
Valsa rancha
Me faz duvidar
Delirar
Prometer
Desatar
Responder
Transbordar
Devolver
Me acabar
Devagar
Desmaiar
Com você
Minha
Minha, vai ser minha
Desde a hora que nascestes
Minha, não te encontro
Só sei que estás perto
E tão longe no silêncio
Outro amor
Como uma estrada que não deixa
Seres minha onde estejas
Como sejas
Vou te achar
Vou me entregar
Vou te amar
É tanto, tanto amor
Que até pode asssustar
Não tem mais essa imensa sede
Que ao teu corpo vou levar
Minhas és e sou só teu
Sai de onde estás pra eu te ver
Pois tudo pode acontecer
Tem de ser, tem
Tem de ser, vem
Pra sempre, pra sempre, pra sempre
Último Canto
Vou acender uma vela
Vou só cantar o meu canto
E vou cantar da maneira, a mais singela
E só depois vou te esquecer
Vou acender uma vela
Vou só chorar o meu pranto
E vou chorar da maneira, a mais singela
E só depois quero esquecer
Quando um amor acaba em pranto
É o mesmo que alguém morrer
Vou acender essa vela
Que é por mim e é por ela...
Requiem
Adeus irmão,
Adeus irmão
Devagar te digo adeus
E para sempre
Que o dia da partida
Eu já estou
Vendo vir
E vou ter de te deixar
E o mundo a mim
Mesmo que alguém que julga
Que me ama
Vai chorar
E tu que sabes ao que vim
Me digas de avançar
É tarde irmão,
Adeus irmão
E adeus mulher
Tu que aos meus
Inúteis beijos deste o sal
Te imploro
Fica longe de onde eu estiver
Nesta batalha com as flores
Que de mim riem
Enfeitando a minha morte
Agora moradia
Tão silenciosa e fria
Como uma catedral
É tarde irmão,
Adeus irmão
E adeus mulher
Adeus mulher
O sol vai depois
Nascer com força
Tanta chama
E a ti irmão
E a ti mulher
O esquecimento serve
E só eu pra protestar
Agora o tanto vivo ainda
Neste mundo afora
E o tanto a vida
Ser em mim tão breve
Adeus irmão
E adeus mulher
Página feita por Paulo
Filho.
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